Lançado o Projeto de Biorrecuperação da Lagoa dos Ossos

A Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Búzios e três representantes dos sete órgãos e empresas envolvidos na Biorrecuperação de Ecossistemas Aquáticos, lançaram na sexta feira, dia 13, no auditório daquela secretaria, um projeto inédito que irá recuperar a Lagoa dos Ossos, poluída por esgoto gerado pelo crescimento da cidade. O lançamento contou com a presença de alunos,professores e representantes de Ongs da região. 

       Trata-se de uma experiência nova no Brasil em termos de despoluição de corpos hídricos, a custo zero para a prefeitura, e que esta já vinha tentando implantar há três anos. O contrato para a realização é de um ano, mas o trabalho deve durar oito meses, quando já será possível ver os efeitos positivos do tratamento através de aplicação de argilas naturais aditivadas, que impedem o crescimento excessivo de algas e microorganismos tóxicos. A solução biológica a ser jogada na lagoa em forma de pastilhas é, na verdade, uma mistura de bactérias, enzimas, nutrientes e microorganismos auxiliares (protozoários e algas).

 

O acompanhamento será feito por técnicos especializados do laboratório do próprio Senai, que contarão com uma sonda colocada no meio da lagoa, fazendo a principio uma série de oito visitas para coleta de amostras.

O grande desafio a ser vencido é o assoreamento causado pelo lixo urbano e o esgoto doméstico despejados ali, mas os técnicos garantem que pela integração de tecnologias será possível recuperar a lagoa, trazendo qualidade de vida e atraindo negócios para a região.

São parceiros no projeto o Consorcio Intermunicipal Lagos São João, o Centro de Tecnologia Ambiental do Senai, a Faperj, a Global, Ciência & Tecnologia, a prefeitura, a Prolagos e a Construtora e Incorporadora MIL, que é a empresa que de fato está bancando a conta. O grupo Mil está investindo 1,2 bilhão no programa de Biorrecuparação de Ecossitemas Aquáticos, como confirmaram José Guilherme Figueiredo e Luis Eduardo São Thiago, ambientalistas do Senai, durante a apresentação do projeto.  

Para receber o experimento o município teve primeiro que fazer o “dever de casa”, segundo explicou a secretária de Meio Ambiente, Adriana Saad, ou seja, a prefeitura construiu um cinturão de proteção em torno da lagoa, intensificando uma reeducação ambiental junto aos moradores, para que liguem o esgoto de sua casa ao sistema da Prolagos.   

         Ela informou que ainda existem cinco casas e dois estabelecimentos comerciais notificados, com um prazo de 30 dias para regularizar a situação, pois do contrário a secretaria irá tapar a tubulação que dá na lagoa, e o esgoto acabará retornando para as casas.

                – Apesar de ter 45 kilometros de rede separativa, muitas residências continuam lançando os dejetos na lagoa. Houve resistência no início, em razão do custo das ligações para os moradores. Fomos de casa em casa e a gente está avançando. A prova é que ganhamos, agora, o premio que é este projeto.

        O diretor técnico representante da Construtora e Incorporadora MIL, André Luiz Carvalho Saggioro, presente ao encontro, fez questão de destacar a alegria do grupo em participar da restauração da natureza em Búzios, que é um patrimônio ecológico do Brasil.

           – Toda vez que nos unimos e fazemos o bem a natureza agradece. Precisamos preservar o meio ambiente, porque pertence a todos nós. É uma felicidade para nós estarmos apoiando Búzios nessa luta em favor da vida.

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