INEFI inicia o ano com mudanças estruturais e novos projetos para a população

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Cursos profissionalizantes de hotelaria, turismo, meio ambiente e gastronomia, atividades esportivas e de lazer, projetos sociais, trilhas ecológicas, curso de salvatagem e biblioteca comunitária. Estas são apenas algumas das novidades implantadas e previstas para o Instituto de Educação e Formação Integral Judite Gonçalves (INEFI) – antigo Centro Municipal de Educação Integral (CEMEI) – a partir deste ano. Além de novos projetos para os estudantes, o espaço será utilizado para a realização de eventos e cursos abertos à comunidade em geral.

Primeira escola de formação integral do município de Búzios, o INEFI deu início ao ano letivo no último dia 18 de fevereiro, com mais de 500 alunos matriculados. Seguindo a meta do Governo Municipal em oferecer uma formação em tempo integral e não apenas oficinas sócio-educativas, toda a área foi totalmente revitalizada e reestruturada, passando a funcionar como escola regular, em dois turnos: Ensino Médio noturno com habilidades profissionais para o 1º ano e cursos livres para a comunidade. Com isso, o primeiro diferencial implantado, em dois meses, pela nova gestão, é o ensino regular com habilidades profissionais nas áreas de Gastronomia, Hotelaria e Educação Ambiental e que poderá atender cerca de mil alunos em três turnos, oferecendo aos estudantes, no mesmo local, aulas regulares em um período do dia e, no contra-turno, oficinas de conhecimentos específicos, culturais e esportivas, além de cursos livres para a comunidade.

            Em relação a atividades culturais e esportivas, o INEFI passa a oferecer aulas de teatro, ética e cidadania, informática, educação ambiental, cultura afro e indígena, artes visuais, cultura popular, dança, futebol, vôlei, natação, basquete, estudo dirigido de língua portuguesa e matemática, música instrumental, música coro e tênis.

            “A procura pelos cursos está tão grande que já tem uma fila de espera para a formação de terceira turma do 1º ano do Ensino Médio. O que alcançamos em apenas dois meses de trabalho, levando em conta o estado em que se encontrava todo o espaço do antigo CEMEI, foi quase um milagre. Também já temos convênio com inúmeras instituições federais, estaduais e particulares, tais como a UERJ, o IFF, CIEE, CEFET Rio, Senac, Senai e Fiocruz. E desde a primeira semana de funcionamento, percebemos que os buzianos estão aprovando esta nova fase do INEFI, pois tivemos muitos voluntários que nos ajudaram a organizar as turmas e a preparar o espaço para receber os alunos”, afirmou o coordenador de Desenvolvimento Científico da Secretaria de Educação, Carlos Eduardo Roballo.

            Localizado à Avenida Jose Bento Ribeiro Dantas, nº 276, no bairro da Rasa, o Instituto ainda promete muitas novidades, segundo afirmou Roballo. As aulas de vôlei, muito procuradas pelos alunos, ganhará um reforço em breve, já que o município acertou uma parceria com a Escola de Vôlei Bernardinho, trazendo ao município a metodologia desenvolvida pelo técnico e campeão olímpico brasileiro. Estão em pauta, ainda, a implantação de curso de salvatagem; a reativação do maquinário de panificação; o programa “Mulheres Mil”, do governo federal, que visa proporcionar o acesso de mulheres em situação de vulnerabilidade social à educação profissional, emprego e renda e Rede Certifique-se para diplomar profissionais que têm habilidade e experiência em áreas técnicas mas não possuem o certificado. Também está programado o desenvolvimento de hortas caseiras, com manutenção dos alunos e cujos alimentos serão utilizados na merenda escolar do município, e 18 trilhas ecológicas para o conhecimento e estudo da área.

            “A população já começa a ver uma nova realidade ali, com oportunidades de profissionalização e lazer para toda a sociedade. Esta é a principal meta do Governo Municipal: transformar o INEFI  em um centro de excelência, educação ambiental e cultura para Búzios”, explicou o coordenador de Desenvolvimento Científico do município.

            Desapropriação para novos investimentos – No dia 15 de fevereiro, a Prefeitura de Búzios formalizou o cumprimento de um mandado de imissão provisória na posse do terreno onde funcionava o CEMEI, no bairro da Rasa, e que era de propriedade da Fundação Bem Te Vi.         

A desapropriação que, juridicamente, está fundamentada no princípio da Supremacia do Interesse Coletivo sobre o Individual, teve como critério principal o fato de que a Fundação Bem Te Vi era proprietária de um imóvel que já tinha uma destinação pública, uma vez que todas as atividades eram realizadas e custeadas pela Prefeitura, que pagava o aluguel e uma subvenção à entidade proprietária. O principal benefício, a partir de agora, é que o Governo Municipal passa a ter autonomia para realizar obras e projetos que necessitam de maior investimento na área, o que não era possível antes, por se tratar de um espaço alugado.

Dentre os principais projetos, já em andamento, estão a realização de cursos livres para a população em geral e a implantação da primeira escola de formação integral do município.

Para os moradores de Búzios, a desapropriação é uma iniciativa positiva porque garante que o espaço estará sempre à disposição da população, além de proporcionar liberdade à Prefeitura para implantar um volume maior de projetos municipais:

 

Paulo Cesar Junior, o “Junior da Banca”, comerciante: “Antes funcionava alugado, havia alguns projetos, não posso negar. Mas se [o prefeito] Dr. André pegou para o município, é ótimo. Do jeito que agora eu entendo o que foi esta apropriação, eu vejo que é uma ação muito boa. Meu filho antes saía de um colégio e ia para lá, e eu aguardo para ele e outras crianças outras atividades melhores ainda. Ali é um lugar muito bom e tranqüilo para estudar, para aprender coisas novas. Se for para melhoria da população, não tem nem o que discutir: sou a favor”.

 

João Carlos Godói, eletricista: “As crianças adoram aquele lugar, mas nós, como pais, ficamos receosos, pois está tudo caindo aos pedaços. Se o que o prefeito está fazendo é para melhorar, eu sou o primeiro a dizer que tem mais é que fazer. Eu gosto do progresso, quero o melhor para a família e para toda a população. Vou apoiar o prefeito em tudo que trouxer melhoria para a cidade”

 

Geraldo Magela, jornalista: “Acho importante esta desapropriação para o município, para o morador em geral. Búzios ficou muito tempo esquecido pelo governo municipal, mas agora levo fé no prefeito. É um ato muito importante para o município, para os buzianos, pois podem ser feitas muitas coisas boas ali, basta querer. E, sendo o espaço alugado também fica mais complicado, mais restrito“            

 

Pedro Paulo, comerciante: “Eu concordo pois acho que meu filho vai poder desfrutar de muita coisa ali. Sendo nosso, do município, meu filho vai ter muito mais oportunidades de desenvolver e crescer pois tenho certeza que a Prefeitura vai poder investir mais. Como estava ali, a população não conseguia desfrutar nada. Pagando aluguel, é como uma casa: você paga mas não pode fazer nada porque não é seu. E, aliás, não estavam fazendo nada”

 

Sebastião Soares, aposentado: “Sendo para a população usufruir mais, eu sou totalmente a favor de desapropriar e mudar. Esperamos ver mais projetos, mais cuidado com aquele espaço que já deveria ter sido olhado com mais amor há muito tempo. Com investimentos ali, vamos nos sentir mais parte de Búzios também, pois nosso bairro merece ser referência para a cidade também”.

 

Tatiana da Rocha, comerciante: “Ali é um espaço grande, já deveria estar sendo bem aproveitado. Esta desapropriação é muito positiva, pois pode ser usada para os moradores em geral, não só para os estudantes. Com esta mudança, esperamos muita coisa boa para os moradores”

 

Milton Marins “Diba”, comerciante: Desde o momento em que seja um bem para a comunidade, a gente não pode ser contra, tem que ser a favor. Sendo para fazer melhorias ali, tenho mais é que ficar do lado do prefeito”.

 

Carlos Roberto ABAD “Beto Negão”, profissional liberal: “A área do antigo CEMEI era alugada, o que limita qualquer medida ou vontade implantar alguns projetos. Sou a favor desta desapropriação se for feito algo que beneficie os moradores e que realmente atenda toda a comunidade”.

 

Juliano Rampinelli, comerciante: “Ali é um lugar que merece ser um centro de lazer para os moradores. E o prefeito vai mudar isso aí, tenho certeza. Mesmo que não seja tão rápido, mas é melhor mudar aos poucos, de forma definitiva, do que de qualquer jeito e sem qualidade”

 

Darlene Lima, operadora de caixa: “Tudo que é benefício para o morador, eu apoio. Ainda não fui lá, mas acho que está sendo bem cuidado, a Prefeitura está se empenhado em melhorar. É isso que tenho ouvido. Eu dou força para tudo que trouxer melhorias para a população”

 

Jorge Luiz Pinheiro, vendedor: “Tenho dois irmãos que estudam lá e fico feliz em saber que a Prefeitura comprou a área. Acho que isso anima a população, pois nos dá esperança de que muita coisa nova pode ser implantada ali. Projetos esportivos, como futebol e natação, são muito importantes, principalmente para os jovens que ficam com tempo livre e precisam de atividade para não fazer besteira”.

 

Marta Moura, vendedora: “Estamos na expectativa, esperando que o espaço traga novos projetos para a população. Vejo amigos que estão acompanhando as mudanças dizerem que muita coisa boa está sendo feita na cidade toda. A população está animada porque já estão acontecendo mudanças”.

 

Cida Alves, vendedora: “O espaço é muito grande e dá para fazer muita coisa. Olhando de fora, a gente não consegue nem imaginar o tamanho daquela área, o potencial que existe ali para beneficiar os moradores. Dá pena ver que, até hoje, nada foi realmente feito de bom ali”   

 

Maria Miranda, do lar: “O prefeito comprar é muito melhor para a cidade, porque tem mais força para implantar atividades. Até para a gente, não é muito melhor adquirir algo do que ficar pagando aluguel? O prefeito foi muito inteligente fazendo isso”.

 

Cátia Barbosa, cabeleireira: “Havia uma promessa até de faculdade ali. E nunca funcionou direito, nem as crianças viam benefício. Meu neto disse que teve que dançar ballet um dia, para entender a falta de controle e planejamento que havia ali. Esperamos que esta atitude [desapropriação] gere novos projetos mas também uma organização maior do espaço, para ganhar a confiança da população”.

 

Fabiana Coelho, auxiliar administrativo: “Esta iniciativa vai valer muito a pena porque do jeito que estava, os moradores não tinham coragem nem de colocar os filhos para estudar ali. Não tinha segurança, as crianças ficavam sozinhas e as mães tinham que ficar com os filhos, com medo de eles sumirem Para ficar como estava, alugado, largado e abandonado, com certeza o que o governo fez em desapropriar e agora investir, será uma ação maravilhosa para toda a população. O primeiro passo para melhorar o lugar já foi dado: a desapropriação”.   

 

 

 

Crédito das fotos: André Jorge

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